Arquétipos: Você conhece esse Homem?

O site www.thisman.org nos traz um aspecto interessante a ser analisado. A história contada pelo site é que esse homem do retrato falado teria sido reconhecido por mais de duas mil pessoas por todo mundo (Teerã, Beijing, Roma, Barcelona, Estocolmo, Paris, Nova Dehli, Moscow, etc ) como tendo aparecido em seus sonhos, geralmente em momentos difíceis ou de transição, trazendo mensagens enigmáticas, de apoio, vôos noturnos ou até situações mais bizarras. Sendo que não há ligações entre as pessoas que sonharam e nem uma delas conhece o homem fora de seus sonhos.

Existem várias “lendas” de como esse site teria surgido, mas o fato é de que realmente várias pessoas sonham com esse homem em diferentes partes do globo, relatando as mais diversas experiências sendo que nunca nenhum deles o viu fora dos sonhos. E sendo que cientificamente é comprovado que sonhamos (realmente sonhos, sem contar viagens astrais) apenas com pessoas que já conhecemos, nem que seja apenas um leve passar de olhos num desconhecido na rua, esse rosto fica “gravado” para poder ser usado mais tarde pelo seu inconsciente em sonhos. Mas mesmo sendo o DNA uma variável limitada (grande, mas limitada) é improvável que existam tantas pessoas parecidas para que sejam vistas na rua e colocadas em sonhos de milhares de pessoas em locais completamente diferentes do mundo. E se fosse apenas uma pessoa na rua, alguém já teria relatado ter ao menos vista esse homem na rua sendo que a campanha de popularização da imagem esta forte em vários países, inclusive o Brasil, tendo aparecido na televisão uma matéria a esse respeito (R7 Notícias).

Entre as teorias sobre a existência desse homem no site podem ser vistas as teorias abaixo:

Teoria 1: Teoria do Arquétipo
Segundo a teoria psicanalítica de Jung, este homem é uma imagem arquetípica que pertencem ao inconsciente coletivo que pode surgir em tempos de dificuldades (desenvolvimento emocional, mudanças em nossas vidas, as circunstâncias estressantes, etc) em indivíduos particularmente sensíveis.

Teoria 2: Teoria Religiosa
De acordo com esta teoria, este homem é a imagem do Criador, isto é uma das formas em que Deus se manifesta hoje. Esta é a razão pela qual suas indicações e as palavras que ele pronuncia durante os sonhos devem ser decididamente seguido pelo sonhadores.

Teoria 3: Teoria do Sonhador
É a teoria mais interessante e que tem grandes implicações, mas também tem a menor credibilidade científica. De acordo com esta teoria, este homem é uma pessoa real, que pode entrar nos sonhos das pessoas por meio de habilidades psicológicas específicas. Alguns acreditam que na vida real, este homem se parece com o homem de seus sonhos. Outros pensam que o homem nos sonhos parece completamente diferente de sua contraparte na vida real. Algumas pessoas parecem acreditar que por trás deste homem há um plano de condicionamento mental desenvolvidas por uma grande corporação.

Teoria 4: Teoria da Imitação dos Sonhos
Esta é uma teoria científica psico-sociológica que afirma que esse fenômeno tenha surgido casualmente e desenvolveu progressivamente por imitação. Basicamente, quando as pessoas estão expostas a este fenômeno que se tornem tão profundamente impressionado que eles começam a ver este homem em seus sonhos.

Teoria 5: Teoria do Reconhecimento por Similaridade
Esta teoria afirma que as aparições do homem são puramente casual. Normalmente, não me lembro exatamente o rosto que vemos em nossos sonhos. A imagem deste homem seria, assim, um instrumento que, na vida do sujeito acordar, facilita o reconhecimento de uma imagem indefinida oneirical”.

De qualquer forma, tendo sido expostas a história e as teorias, cabe a cada um fazer suas ponderações. Mas o que eu realmente quero levantar é sobre como funcionam os arquétipos em nossas vidas. Lembro de um texto do MDD sobre habitantes do Plano Astral, onde são expostos todas as “figurinhas” que podemos ver neste plano auspicioso. Inclusive transcreverei dois tipos de habitantes que serão deveras úteis em nossa reflexão:

As Sombras: Quando a extinção de um indivíduo é completa é sinal que acabou sua vida Astral, ele passa para o plano Mental (Plano Devachânico). Mas, assim como ao passar para o plano físico para o Astral há um abandono do corpo físico, assim também na passagem do corpo astral para o mental, o invólucro astral é abandonado e também irá se desintegrar, neste caso o corpo astral abandonado, é um verdadeiro cadáver. Infelizmente o homem vulgar deixa-se dominar por todos os desejos inferiores, que uma parte da mente inferior se funde com o corpo dos desejos, essas partículas da matéria astral possuem vida própria e animam esse cadáver, gerando uma classe chamada: Sombras Essa sombra não é o indivíduo real, mas conserva hábitos, semelhança física, memória mas sua inteligência é limitada, pois é um farrapo de suas piores qualidades. A duração de uma sombra varia segundo a qualidade da mente inferior que a anima, mas apesar desta astúcia que engana alguns médiuns despreparados em sessões espíritas, na medida que o tempo passa ela vai perdendo a vitalidade e se degradando até cair na classe seguinte: Os invólucros (Cascões Astrais)”.

Os invólucros vitalizados: Alguns elementais artificiais, as vezes entram dentro destas cascas astrais e dão uma vida aparente a eles. Geralmente o usam de uma forma malévola”.

Pois bem meus amigos, a existência desses “elementos” é limitada, mas pode ser prolongada se absorverem energia suficiente para solidificarem sua existência no astral, podendo sobreviver durante um período de tempo indeterminado, alimentando-se de emoções e pensamentos (normalmente negativos, e assim também são gerados os obsessores).

O último ingrediente a adicionar em nossa mistura para reflexão hoje seria a famosa “Janela de Johari” (LUFT e INGHAM – 1955). Essa é uma ferramenta conceitual muito utilizada pela psicologia para auxiliar na comunicação interpessoal em grupos. Sua função é demonstrar que nosso EU é dividido em 4 partes, conforme podemos ver abaixo:
A Janela de Johari funciona da seguinte forma:

I – O “Eu aberto”: aquele que somos, temos consciência do que somos e mostramos aos outros;

II – O “Eu cego”: aquele que é conhecido pelos outros, mas que nós não temos consciência da existência;

III – O “Eu secreto”: aquilo que somos, mas não mostramos a ninguém;

IV – O “Eu desconhecido”: aquilo que somos, mas nem nós mesmos, nem os outros tem consciência disso (SAG?).

Podemos determinar então que se é mostrado a alguém caímos no “eu aberto” – a qualquer um, sendo que o inconsciente coletivo usa imagens e dados gravados nele – sendo que o “eu secreto” só dura enquanto estamos encarnados, temos consciência de nós mesmos e conscientemente ocultamos, são os “segredos que levaremos para o túmulo”. Logo, somos conhecidos enquanto vivos apenas pelo “Eu aberto” e pelo “Eu cego”.

E finalmente à reflexão: Se em morte, depois de muito tempo, deixarmos o astral e passarmos ao mental ou reencarnarmos, o que restará lá, pode ser animado por outra entidade que em essência não será o indivíduo morto, porém terá suas lembranças, hábitos e semelhança “física”, logo será o Eu, pelo menos em parte. Ao encontrarmos pessoas mortas há muito tempo no astral, podemos estar encontrando uma sombra, um invólucro animado e acreditar ser a verdadeira pessoa.

Nessa mesma linha funcionam os estereótipos. Deuses, Antigos Iniciados dentre outros tipos de espíritos que deixaram o astral, mas que ainda podem ser encontrados neles – e nessa categoria entram alguns guias – são estereótipos, animados muitas vezes a partir do inconsciente coletivo, como uma abstração, uma necessidade de uma figura para representação que nosso inconsciente precisa para entrar em contato conosco. São criaturas artificiais criadas por uma necessidade e que permanecem vivendo alimentadas pela energia do inconsciente coletivo. Elas não tem um “Eu secreto”, pelo menos não o da entidade que inicialmente formou a idéia de sua criação – Hercules no astral não seria a possível figura física que deu origem ao mito – mas detém lembranças e hábitos (no caso dos iniciados a sabedoria) do que acha-se que ele é, são formadas pelo “eu aberto” e pelo “eu cego”, assim como uma representação nossa no sonho de outra pessoa. E é nesse contexto que temos o “homem dos sonhos” que citei no começo do post.

O “homem dos sonhos” foi criado no astral por algum motivo específico, possivelmente baseado em uma pessoa que existiu e faleceu, sendo que sua existência conseguiu se propagar até os dias de hoje mantendo sua presença nos sonhos das pessoas – na verdade uma forma bem eficiente de sobrevida no astral – ele não é o homem que existiu um dia, e como disso Jung, mantêm-se no inconsciente coletivo como uma ferramenta de transição à psique humana. Ele existe hoje, e possivelmente tem sua própria personalidade e hábitos – um deles entrar nos sonhos dos outros – e isso faz com que nos perguntemos o que é verdadeiramente real? Somos como adormecidos na Matrix? Bem, na verdade a maior parte é, vivendo essa ilusão como se fosse sua única vida.

A questão é que no astral dá-se forma e conteúdo através de energia e emoções, então o que é real é você que determina, nem que seja apenas para você, mas o indivíduo que segura as rédeas do próprio destino. E Real é o que você acreditar que é e conseguir impor essa crença ao inconsciente coletivo, nisso se constitui a magia. Depois que deixarmos de existir como indivíduo, ainda existiremos na mente de alguém e seremos incluídos na longa lista dos arquétipos do inconsciente coletivo.

Esse post foi publicado em Diversidades, Ocultismo, Psicologia. Bookmark o link permanente.

2 respostas para Arquétipos: Você conhece esse Homem?

  1. Leguelhé disse:

    Já vi esse senhor em um sonho.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s